sábado, 10 de março de 2018

Artistas perguntam: “A quem cabe o benefício de Heródes?”; Deputado Roberto Carlos responde

Em entrevista a Sibelle Fonseca, no Palavra de Mulher na Web desta segunda-feira (05), o Deputado Roberto Carlos (PDT/BA), entre outros assuntos, falou sobre a emenda de sua autoria para custear o espetáculo Paixão de Cristo, em Juazeiro. O projeto tem à frente os diretores Devilles Sena, Hertz Félix e Edvaldo Franciolle e deve receber 80 mil da emenda parlamentar para ser apresentado na Orla II da cidade, durante três dias da semana.
A informação, divulgada pelos coordenadores do projeto, não agradou a alguns representantes da classe artística, em especial aos que são responsáveis por outros espetáculos tradicionais de Via Sacra na sede e no interior da cidade, e que se submeteram a um edital de seis mil reais da prefeitura de Juazeiro.
Segundo o deputado, os responsáveis pelo projeto Paixão de Cristo apresentaram o projeto e ele comprou a ideia no desejo de que Juazeiro voltasse a ter o espetáculo que era realizado há 17 anos atrás, ao ar livre, uma tradição no calendário de outrora.
Roberto Carlos disse que após a Secretaria de Cultura (Secult) do estado e a BahiaTursa recusarem a proposta por falta de verba, ele autorizou que o Secretário de Articulação Política do Governo do Estado, Josias Gomes (PT/BA), debitasse de sua conta de emenda parlamentar o valor de R$ 80 mil. Segundo ele, a Secult destacou a possibilidade de a Secretaria da Fazenda destinar o recurso à BahiaTursa para que seja celebrado um convênio com a prefeitura de Juazeiro, e dessa forma a verba seja liberada, o que ainda não aconteceu.
O deputado não descartou a possibilidade de ratear a verba pública entre a Paixão de Cristo e os demais espetáculos de Via Sacra. Caso a verba seja liberada, Roberto Carlos pretende se reunir com os envolvidos nos espetáculos para discutir qual a melhor forma de distribuir o recurso, caso seja possível. Caso isso não ocorra esse ano, segundo ele, no próximo haverá destinação de verba para o interior.
“O projeto tem que ser aberto, a gente quer contemplar todos os artistas de Juazeiro”, disse.

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