domingo, 18 de novembro de 2018

Prefeito que apoia Bolsonaro lamenta saída de cubanos do Mais Médicos

O prefeito de Ponta Grossa (PR), Marcelo Rangel, que apoiou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições deste ano, lamentou o anúncio da saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos. Com a decisão de Cuba, a cidade deve perder 60 dos 80 profissionais que trabalham atualmente nas unidades de saúde locais. 

No entanto, em entrevista à afiliada da TV Globo no Paraná, o prefeito não chegou a citar Bolsonaro e atribui a decisão sobre a saída dos médicos ao governo cubano.

“Essa decisão do governo cubano pegou todos nós de surpresa. É uma situação extremamente grave para nosso país, mas principalmente para as cidades do interior. No caso de Ponta Grossa, a situação ainda é mais grave porque nós temos 60 médicos atendendo a população”, avaliou Rangel.

Ao anunciar que sairia do Mais Médicos, Cuba culpou declarações de Bolsonaro pela decisão. Durante a campanha, o presidente eleito fez várias críticas ao programa e disse que iria mudar os termos de colaboração da iniciativa e estabeleceu condições ao governo cubano.

Bolsonaro comparou a atuação dos médicos cubanos no Mais Médicos a trabalho escravo e garantiu que, quando assumir o governo, “o cubano que quiser pedir asilo aqui vai ter”. “Eu jamais faria um acordo com Cuba nesses termos. Isso é trabalho escravo, não é nem análogo à escravidão, é trabalho escravo, não poderia compactuar com isso daí”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva em Brasília.

Com informações do G1

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