sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

CNI-Ibope: Menos da metade dos brasileiros confiam no presidente Jair Bolsonaro

CNI-Ibope: Menos da metade dos brasileiros confiam no presidente Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Em seu último levantamento de 2019, apresentado nesta sexta-feira (20), a pesquisa CNI-Ibope revela que a parcela da população que aprova a maneira de governar do presidente Jair Bolsonaro é de 41%, enquanto aqueles que desaprovam é de 53%. O índice de confiança no presidente também é de 41% dos brasileiros e os que afirmam não confiar nele é de 56%. Leia mais 


Entre os empresários industriais, a avaliação do governo é mais positiva: 65% dos entrevistados disseram confiar no presidente Bolsonaro e 64% disseram aprovar sua maneira de governar.


A pesquisa CNI-Ibope mostra também que 29% da população considera o governo de Jair Bolsonaro ótimo ou bom. Este índice é aproximadamente a metade da avaliação feita pelos industriais brasileiros, entre os quais, 60% consideram o governo ótimo ou bom.


“A diferença na avaliação do governo entre empresários e a população em geral pode ser explicada pela diferença na percepção das condições econômicas. Os empresários já percebem a retomada do crescimento (inflação e juros baixos, consumo voltando a crescer), enquanto a população ainda vê o país com alto desemprego e renda baixa”, analisa Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.


Para o economista, a população, sobretudo as famílias com renda mais baixa continuam com dificuldade de recuperar a capacidade de consumo. Por isso, não percebem que a economia está voltando a crescer. À medida que a recuperação ganhar força, provavelmente em meados de 2020, o emprego passará a crescer mais rápido e a população começará a perceber com mais clareza a melhoria na economia.


A CNI-Ibope ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios, entre 5 e 8 de dezembro. A Sondagem Especial: Avaliação do Governo pelo Empresário Industrial, por sua vez, entrevistou 1.914 empresários de todo país entre os dias 2 e 10 deste mês. Em ambas, a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e, a confiança, de 95%.

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