domingo, 8 de março de 2020

Sob chuva, mulheres protestam contra Bolsonaro em avenida de São Paulo



Sob chuva, mulheres protestam contra Bolsonaro em avenida de São PauloSob chuva, grupos feministas se reúnem na avenida Paulista, centro de São Paulo, em uma manifestação pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Às 14h, horário para o qual o ato foi convocado, manifestantes de coletivos como Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Central Sindical Popular e Mulheres do Sindicato dos Metroviários de SP já se reuniam no vão-livre do Masp e no parque Mario Covas. Leia +


O ato também conta com a presença de grupos ligados a partidos, como Psol, PSTU, PCO e PT --há uma cabana de filiação para esta legenda. Portavam, bandeiras e faixas com dizeres em lembrança à vereadora Marielle Franco, assassinada em 1017, a favor da democracia, contra o presidente Jair Bolsonaro e e em defesa sas mulheres, como "em casa, na rua, no trabalho e no transporte: exigimos respeito! Basta de violência". Em São Paulo, o protesto envolve mais de 80 entidades (entre coletivos feministas, movimentos sociais e siglas de esquerda), as organizadoras pretendem atrair 60 mil pessoas, mesmo tamanho do público estimado no ano passado.

O ato começou a ser preparado em janeiro, já com o tema "Mulheres contra Bolsonaro". Segundo líderes, a ênfase no nome do presidente se impôs por causa das ações contrárias a demandas históricas do movimento, como igualdade de gênero, combate à violência doméstica e descriminalização do aborto.

O protesto se soma a outros dois de oposição ao governo marcados para este mês: o do dia 14, que pedirá esclarecimentos sobre a morte de Marielle Franco na data em que o assassinato faz dois anos, e o do dia 18, organizado inicialmente por melhorias na educação e nos serviços públicos.

PROTESTOS EM MARÇO

Dia 8 (domingo)  Mulheres irão às ruas em atos pelo Dia Internacional da Mulher, com ênfase nas críticas a Bolsonaro, associado pelos movimentos a retrocessos nas questões femininas

Dia 14 (sábado)   Manifestações pedirão esclarecimentos sobre o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que completará dois anos na data

Dia 15 (domingo)   Simpatizantes do governo Bolsonaro farão atos em apoio ao presidente, mas também são esperados ataques ao Congresso e ao Supremo, com pedidos de fechamento de ambos

Dia 18 (quarta-feira)  Ato convocado inicialmente em defesa da educação pública ganhou o reforço de centrais sindicais e envolverá paralisações de servidores e pressão por impeachment de Bolsonaro

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