quinta-feira, 21 de maio de 2020

Senadores baianos admitem possibilidade de cassação de Flávio Bolsonaro

Senadores baianos admitem possibilidade de cassação de Flávio Bolsonaro
Membros titulares do Conselho de Ética do Senado, os senadores baianos Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Angelo Coronel (PSD) consideram graves as novas acusações contra Flávio Bolsonaro (Republicanos) feitas pelo seu suplente, o empresário Paulo Marinho, e não descartam a possibilidade de cassação do senador (veja aqui). LEIA MAIS 


Consultados pelo Bahia Notícias, Wagner, Otto e Coronel aguardam uma nova reunião do Conselho para cobrar que o colegiado apure as denúncias e decida sobre uma punição ao senador filho do presidente Jair Bolsonaro, acusado por Paulo Marinho de ter conseguido acesso a uma operação da Polícia Federal em 2018 (leia aqui).

"Toda denúncia consistente demanda apuração. Aguardo que a assessoria jurídica do Senado devolva a matéria para o Conselho de Ética para que possamos analisar sua admissibilidade”, disse Wagner sobre o pedido de cassação apresentado no Conselho contra Flávio Bolsonaro.

De acordo com Angelo Coronel, os senadores precisam se reunir para deliberar sobre o assunto.

“São denúncias graves e precisam ser apuradas com total isenção, dando direito de defesa ao acusado conforme consta na nossa constituição. E se comprovado o grau de culpabilidade que está sendo veiculado, o Conselho de Ética com certeza tomará as medidas que o caso requer. Suspensão ou até cassação”, falou.

Otto seguiu na mesma linha do correligionário. De acordo com ele, como Paulo Marinho pode ter prevaricado e é suplente de Flávio, o filho do presidente pode ser punido pelo Conselho de Ética da Casa.

“Paulo Marinho sendo seu primeiro suplente, isso pode ensejar realmente uma abertura [de processo] no Conselho de Ética porque na eleição se considera que o senador e os dois suplentes são uma figura política só. Então se o Paulo Marinho prevaricou, e na minha opinião ele prevaricou, porque ele já que sabia disso muito antes e não disse, e é uma figura pública, não é mais só empresário, então isso pode ensejar realmente em um processo dentro do Congresso”, falou Otto.

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