sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Brasil não tem estado com nível crítico em taxa de ocupação de leitos

 

            Por: Pixabay Por: Redação Bnews

O Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz, divulgado nesta quarta (11), aponta que nenhum estado brasileiro está com mais de 80% dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). A última vez que esse patamar havia sido registrado foi em outubro de 2020.

Segundo o documento, 21 estados e o Distrito Federal estão fora da zona de alerta, com taxas de ocupação abaixo dos 60%. Ainda, 19 capitais também estão fora dessa zona: Rio Branco (12%), Manaus (54%), Belém (44%), Macapá (29%), Palmas (53%), Teresina (39%), Fortaleza (53%), Natal (34%), João Pessoa (19%), Recife (39%), Maceió (25%), Aracaju (43%), Salvador (38%), Belo Horizonte (57%), Vitória (36%), São Paulo (43%), Florianópolis (31%), Porto Alegre (59%) e Brasília (59%). As demais estão na zona de alerta intermediário.

Já em alerta intermediário, com ocupação entre 60% e 80%, estão Goiás (78%), Mato Grosso (79%), Rio de Janeiro (67%), Rondônia (64%) e Roraima (70%).

Entre as capitais, Goiânia (92%) e Rio de Janeiro (97%) estão com taxas de ocupação na zona de alerta crítico, situação que se mantém há semanas.

Para os pesquisadores da Fiocruz, o Brasil vive o melhor momento da ocupação de leitos desde que o indicador passou a ser monitorado pelo boletim, em julho do ano passado. Eles ressaltam a importância da vacinação para a redução dos casos graves da doença.

“Merece destaque a observação de que o cenário de melhora das taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS já convive, sem prejuízos, com a redução significativa de leitos destinados à covid-19 em muitos estados e no Distrito Federal. O gerenciamento desse processo, ainda que exija monitoramento cuidadoso da pandemia, é desejável frente aos desafios postos para o sistema de saúde pelo represamento de demandas por diferentes condições de saúde no decorrer da pandemia”.

O estudo recomenda que o alerta quanto à possibilidade de a variante Delta alterar esse quadro de melhora, bem como as medidas de prevenção e combate à Covid-19 sejam mantidos. “Considerando que ainda são altos os níveis de transmissão do vírus, casos e óbitos, é também importante combinar a vacinação com o uso de máscaras e distanciamento físico, para manutenção e avanços nos resultados positivos na direção do controle da pandemia”.

Em março, no pior momento da pandemia no país, o Brasil chegou a ter 25 estados em zona de alerta crítico, com mais de 80% das vagas de UTI estão ocupadas.

Fonte: BNews

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